Janaína Dutra

JANAÍNA DUTRA – UMA DAMA DE FERRO

Direção e Roteiro: Vagner de Almeida

Supervisão Geral: GRAB – Grupo de Resistência Asa Branca

Brasil 2010

Janaína faleceu no dia oito de fevereiro de  2004, aos 43 anos, em decorrência de um câncer no pulmão.
(1961-2004)
Este filme contará a história de vida e de luta política de Janaína Dutra.

“Janaína Dutra foi registrada na certidão de nascimento

com o nome de Jaime César Dutra Sampaio. Cearense do

município de Canindé, tornou-se Dr. Jaime ao se formar em

Direito. A tendência ao travestismo, porém, foi mais forte do

que as convenções sociais e Jaime se assumiu como  travesti,

passando a viver como Janaína. Foi a primeira e talvez a única

vez em toda historia do Brasil, que uma travesti conseguiu sua

carteira e filiação junto à OAB. Em 1989, tornou-se militante

dos direitos humanos dos homossexuais, ocupando a vice-

presidência do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), de

Fortaleza. Fundou a ATRAC (Associação de Travestis do

Ceará), exerceu o cargo de Secretária de Direitos Humanos

(suplente) da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e

Travestis. Foi também  presidenta da ANTRA (Articulação

Nacional de Transgêneros) e membro do Conselho Nacional

de Combate à Discriminação.”

Falar de Janaína Dutra é ter que pluralizar o mundo com questões da ética e luta. Poucas serão as palavras ou imagens que poderão descrever a grandeza dessa pessoa, neste universo tão amplo e com tanta falta de oportunidade para tantos.

Conhecemos Janaína Dutra, Jana para alguns no movimento de HIV/AIDS, homofobia, manifestos plurais, congressos, seminários e na intimidade como uma amiga inesquecível. Uma mulher dos poemas e prosas, os quais jamais poderemos esquecer.

O roteiro para este filme, acrescentará vozes,  que poderão organizar em palavras, imagens e contos, tudo sobre a Senhora Janaína Dutra, a nossa Dama de Ferro que tanto lutou por dias melhores para tantas outras meninas, cidadãs e seres humanos travestis, transexuais, gays e lésbicas.

Janaína foi imbatível no discurso e na sua popularidade com o movimento LGBTT. Uma heroína, uma mulher, um ser de fibra, forte como um cacto do agreste, delicada como uma flor, um ser de luz!

Uma ativista que ficará imortalizada na memoria de cada um de nós.

Um poema vivo! Uma história de vida que o Ceára, o Brasil, e o mundo deverão sentir-se orgulhosos de terem tido como  cidadã, que mesmo perante tantos enfrentamentos e pequenez da sociedade, lutou até o último momento para transformar o universo de tantos em dias melhores.

Não aceitava ser tratada como cidadã de segunda categoria e tinha a triste certeza que o Brasil ainda é muito perverso com as travestis, os pobre, os negros e  os favelados.

A vida de Janaína tinha uma importância profunda para a história da luta contra AIDS no Brasil  e da luta pelos direitos das travestis e de outros diferentes.

A cada ano que passa depois de seu falecimento, há o risco de perdermos a  memória da vida dessa atriz social. Temos que preservar a história de Janaina Dutra.

O objetivo principal desse filme documetário, é de juntar imagens e palavras para retratar a vivência inspiradora de Janaína.

O filme será constituido em cenas de arquivos gravados pelo GRAB – Grupo de Resistência Asa Braca e por Vagner de Almeida, diretor do filme, com Janaina antes do falecimento dela, amigos proxímos, amores e parentes, que possam contribuir para o contar dessa história.

Preservar a sua memória é o dever de todos nós.

Que  futuras gerações de ativistas, militantes dos diversos seguimentos dos  movimentos sociais, em que ela atuava possam se beneficiar e espelhar-se nesta Dama de Ferro.

 Que Janaina Dutra e a sua história permaneçam vivas e gravada na história do Brasil.

Janaína era uma intérprete das poesias. Não terminava uma

apresentação sem ter que recitar uma pérola de algum poeta brasileiro, fossem eles ilustres ou não, da Academia de Letras ou repentidas das feiras populares.

Atriz – Janaina Dutra a Diva Jana –

Em algum momento no palco da vida!

“O poema de Ulisses Tavares retrata, com grande clareza, o hábito que temos de olhar a sexualidade através de uma ótica particular, esquecendo a pluralidade e a diversidade dos comportamentos humanos.

Sua ótica desconstrutora nos remete ao processo de construção da travesti, que abriga o macho e a fêmea num mesmo corpo e nos conduz a uma reflexão sobre a homossexualidade e o preconceito que a cerca”.

“Nos ensinaram a carregar, a tirar da frente, a bandeira do pênis. Nos ensinaram a carregar atrás um ânus com armadura. Nos ensinaram assim, a carregar meia vida à frente e meia morte atrás. Nos ensinaram tudo pela metade.” 

Janaína foi, e continua sendo, um exemplo de luta incansável contra o preconceito e a discriminação, difundindo idéias e ideais através de um trabalho de luta pelos direitos humanos, o direito a saúde e do regate da cidadania.

O filme foi rodado no Ceará e por onde toda a trajetória política de Janaína se fez presente. Contando a história de uma ativista cearense, que com sabedoria e coragem desbravou o nosso Brasil e iluminou milhares de pessoas com suas idéias de luta e determinação.

Cenas foram rodadas em Canidê, cidade natal de Janaína e onde a família dela continua a residir. Cidade também, onde Janaina Dutra foi enterrada.

Um dos últimos textos escrito por Janaina Dutra para o seminário realizado pela ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS, publicado em 2004.

“ A relação conflituosa e preconceituosa do homem moderno com a homossexualidade tem como pilar as três instituições que fundamentam a nossa sociedade: o Estado, a Igreja e a Família. Um bom exemplo da dificuldade de diálogo com o Estado pode ser encontrado na própria Constituição Brasileira, em seu artigo 15, que versa sobre as garantias e direitos individuais.  O artigo afirma que todos somos iguais perante a lei, sem nenhum tipo de discriminação de cor, sexo e credo religioso, no entanto, quando analisamos as relações sociais notamos uma distinção na classificação dos cidadãos. Todos os que fogem do padrão heterossexista dessa sociedade, que tem como elemento legítimo o homem, de pele branca, com uma boa conta bancária, sofrem algum tipo de discriminação”. 

     A Igreja, por repetir aqueles velhos ensinamentos de sempre, reforça, a cada dia, o preconceito em relação à homossexualidade e perde o foco da sua missão de construir uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna, como prega o amor cristão. Se ela cumprisse o seu papel social nos ajudando no trabalho de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo, teríamos um alcance muito maior e reduziríamos consideravelmente a discriminação. 

     A família é o lugar onde o preconceito é mais problemático e as relações mais dolorosas. É na família que os homossexuais sentem o peso maior da discriminação direta, do estranhamento em relação àquele corpo e àquela alma de padrões tão diferentes dos estabelecidos como normais pela sociedade, transformando-os em pólo captador desse preconceito. 

 Discriminação Acumulada 

Há ainda uma questão mais séria que envolve, além da discriminação a opção sexual, a discriminação maximizada por uma série de outros preconceitos relativos à raça, à classe social, à formação escolar, à cidade de origem, entre outras características. Este tipo de discriminação acaba por inviabilizar a cidadania do homossexual, em especial das travestis e dos transgêneros, conduzindo-os à prostituição como forma de sobrevivência. 

     Uma pesquisa realizada em 2001 com 165 travestis no Estado do Ceará revelou que 90% das entrevistadas se prostituem, mesmo que eventualmente. 62% delas vivem da prostituição e 40% dessas são arrimos de família. Os dados mostram a necessidade de se buscar políticas afirmativas para que essas travestis tenham uma melhor qualidade de vida. Uma outra necessidade urgente é acabar com o estigma que leva a sociedade a acreditar na periculosidade das travestis. 

     Um novo conceito que, talvez, possa ajudar a derrubar esse mito seja substituir o termo travestismo por travestilidade, uma vez que o sufixo “ismo” significa doença e disfunção e a travestilidade é a qualidade de ser travesti 24 horas por dia. Esse processo de travestilidade é fundamental para minimizar o processo de discriminação que a travesti sofre, desde a mais tenra idade, na escola e em casa, provocando em muitos casos o abandono/expulsão da escola e da família. Por conta dessa estigmatização, encontramos uma população com baixa estima, pouca escolaridade e pouca qualificação profissional. 

Movimento Organizado

     Como resposta ao movimento organizado que surgiu após a AIDS, no começo dos anos 80, houve uma organização política e social pela qual os gays, as lésbicas e as travestis começaram a atuar e a criar uma maior força de expressão e representação. Foi assim que nasceu, em dezembro de 2000, a Articulação Nacional dos Transgêneros – Antra, um órgão colegiado de todas as associações de transgêneros do país, através do qual são expostas as demandas dessa categoria por meio de uma grande rede nacional, em busca da visibilidade e da cidadania desse grupo. O objetivo da Antra não é ser dissidente do movimento organizado de gays e lésbicas, mas ser um instrumento de mobilização para o atendimento das demandas específicas dos transgêneros, que não são comuns aos outros movimentos. 

     A Antra está desenvolvendo o Projeto Tulipa, pelo qual serão criados cinco centros regionais de qualificação para a criação de novos grupos e o fortalecimento dos já existentes.  Esses centros funcionarão nos moldes do Projeto Soma para os gays e os profissionais do sexo. O nome do Projeto Tulipa foi escolhido em homenagem à travesti Adriana Tulipa, que foi uma das primeiras militantes a assumir publicamente a sua soropositividade e enfrentar o preconceito. O sonho dela era criar uma ONG, a Travestis Unidas Lutando Incansavelmente pela Prevenção da AIDS. 

     Estamos galgando todos os espaços que nos são permitidos. Já temos assento no Conselho Nacional de Combate à Discriminação, o que nos possibilita dar idéias para atender as demandas específicas das travestis. Por exemplo, quando as reuniões foram realizadas no Ministério da Educação, sugerimos quais ações afirmativas poderiam ser utilizadas a fim de possibilitar uma maior visibilidade das travestis na educação. Na reunião realizada no Ministério da Saúde, encaminhamos, através da Carta de Porto Alegre, uma solicitação ao Governo Federal para que as clínicas de cirurgia plástica do Sistema Único de Saúde ( SUS) criem uma cota ou um programa especial para a colocação de próteses nas travestis, com o intuito de reduzir o índice de mortalidade causado por aplicações indevidas, que geralmente são feitas por pessoas que não têm conhecimento médico para realizar este procedimento. 

     Na última reunião, que aconteceu no Ministério da Cultura, sugerimos a realização de um concurso literário com o tema “Travestis”, a fim de dar maior visibilidade à categoria e mostrar os problemas enfrentados por ela, ajudando a diminuir a discriminação. Outra sugestão foi à produção de um vídeo, com qualidade, no qual as travestis e as transexuais sejam as atrizes principais. Seria uma excelente maneira de mostrar que do lado de cá também há poesia e arte. ( último texto publicado de Janaina Dutra no livro “Homossexualidades: Produção Cultural, Cidadania e Saúde.

Organizadores do encontro: Luiz F.Rios, Vagner de Almeida, Richard Parker, Cristina Pimenta, Veriano Terto Jr
– publicado pela ABIA – 2004.



RÉQUIEM PARA A TRAVESTI JANAÍNA 

Luiz Mott, Grupo Gay da Bahia 
(O POVO, Fortaleza, 14-2-2004)

Janaína foi registrada na certidão de nascimento com o nome de Jaime César Dutra Sampaio. Cearense do município de  Canindé,  tornou-se  Dr. Jaime ao se formar em Direito. A tendência a ser um travestis porém, foi mais forte do que as convenções sociais, e Jaime se assume travesti, passando a viver como  Janaina.

  Foi a primeira, talvez a única vez em toda historia do Brasil, que uma travesti conseguiu sua carteira e filiação junto à OAB. Em 1989 tornou-se militante dos direitos humanos  dos homossexuais, ocupando a  vice-presidência do Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) de Fortaleza. Fundou a ATRAC, Associação de Travestis do Ceará, exerceu o cargo de Secretária de Direitos Humanos (suplente) da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, sendo a atual Presidenta da ANTRA, Articulação Nacional de Transgêneros, e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação. Figura das mais destacadas dentro do movimento “trans”, costumava sempre ter à mão cópia da Lei Municipal contra a homofobia, tendo participado  de inúmeros congressos, mesas redondas e seminários sobre direitos humanos, aids, travestismo. Faleceu a 8 de fevereiro de 2004, aos 43 anos, em decorrência de um câncer no pulmão. Algumas opiniões e declarações de Janaina retiradas da imprensa nacional revelam a grandeza de sua personalidade e altruísmo de seus objetivos de vida:

A adolescência das travestis: ”Geralmente, quando ainda estão cursando o ensino fundamental, por volta dos 13 ou 14 anos, as jovens travestis  começam o processo de hormonização, depois vem a siliconização, e o preconceito. A família, principalmente aqui no Nordeste, não aceita e o garoto é expulso de casa. O único meio de vida é a prostituição.  Costumo comparar a  travesti a uma ilha, só que ao invés de estar cercada de água por todos os lados está cercada pela violência. “

Sobre a necessidade de profissionalização das travestis: “Nossa meta é melhorar a qualidade de vida das travestis. A cidadania e a busca do conhecimento são alternativas à prostituição. A prostituição um dia acaba, não é para a vida toda. Defendo uma política de cotas que garantam participação das travestis  no mercado de trabalho, além de políticas públicas que obriguem as escolas a ensinar o respeito à diversidade.”

Melhorando a imagem das transgêneros : “As travestis sempre foram vistas como bagaceiras, perigosas. Esta recente campanha do Ministério da Saúde pela cidadania das transgêneros ajudará quebrar o preconceito e passar mensagem de respeito e auto-estima”.

Rebatendo a homofobia da Igreja : em resposta a declaração de Dom José Tosi, Arcebispo de Fortaleza,  de que o “o homossexualismo é um defeito da  natureza humana, comparado à cleptomania, ao homicídio e à irascibilidade, Janaína declarou: “tratar a homossexualidade desse maneira é negar o amor cristão, o amor sem preconceito.  A Igreja peca por omissão. Pede perdão por algumas coisas e fecha os olhos para outras. A Igreja é hipócrita e se prende a um discurso dogmático, esquecendo os  problemas sociais.”

Figura meiga e dinâmica, Janaina era muito bem quista pelos militantes do movimento homossexual brasileiro que lastimam sua grande perda.



Memória/História MHB-MLGBT

Espaço para recuperação, registro e divulgação das memórias e história dos ativismos, sociabilidades e culturas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Conheça um pouco sobre a vida de Janaína Dutra”

Depoimento de Daletty di Polly sobre Janaína Dutra, uma das mais destacadas lideranças Trans do Brasil, postado na comunidade do orkut, aberta em sua homenagem. Está sendo transcrito aqui com a devida autorização de sua autora, Daletty

“Janaína nasceu na cidade de Canidé, interior do Ceará, no dia 30 de Novembro de 1960, foi registrada com o nome de Jaime César Dutra Sampaio, tornou-se Dr. Jaime ao se formar em Direito, na UNIFOR, em 1986.

A tendência a travestilhidade, porém, foi mais forte do que as convenções sociais. Dr. Jaime decidiu suavizar as formas e passou a utilizar hormônios femininos, se assumindo travesti, passando a viver como Janaína Dutra. Foi a primeira, talvez a única vez em toda história do Brasil, que uma travesti conseguiu sua carteira de filiação junto à OAB.

Na medida que foi se transformando, se assumindo como travesti, Janaína foi se especializando em casos na área de Direitos humanos, voltado para a causa homossexual. Em 1989, começou a atuar no movimento de cidadania homossexual, tornou-se militante dos Direitos Humanos dos homossexuais, filiando-se ao Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), onde galgou diversos postos até chegar à vice-presidência.

Fundou a ATRAC – Associação de Travestis do Ceará, exerceu o cargo de Secretária de Direitos Humanos (suplente) da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. Foi também presidente da ANTRA – Articulação Nacional de Transgêneros, e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação.

Janaína era doce como mel e forte como uma rocha, como um bom velho comunista era feita de ferro e de flor. Dura nas suas convicções, no seu ativismo e em sua trajetória política, leve como as flores com sua diversidade de cores e cheiros, seus poemas cultuados e sua maneira doce de ser e viver. Janaína era uma dama – “Dama de espadas” – com muita elegância, ética, dignidade e transparência. Janaína sempre lutou por justiça social, pelos Direitos Humanos, a liberdade e a felicidade, e sempre procurou passar adiante seus ensinamentos, incentivando muitas trans a nunca baixarem a cabeça, e, a lutarem contra o mito das aparências, dos rótulos, das más impressões.

Sinto-me privilegiada por ter sido “uma de suas pupilas”, por ter tido oportunidade de ter estado ao seu lado não só nos momentos de alegria, mas nos momentos de dor. A dor de sua partida. Janaína deixou muitas saudades em nossos corações, mas também deixou um legado de boas obras. O exemplo de luta de Janaína estará permanente em nossa memória. Janaína será sempre lembrada com muito orgulho como “a primeira travesti advogada do Brasil”. JANAÍNA DUTRA imortalizada em nossos corações; Nosso amor por você definitivamente não termina aqui… ”

 

A Astra coordena o centro Nordeste do projeto Tulipa, executado no país pela Articulação Nacional de Transgêneros (ANTRA) e que pretende formar e fortalecer instituições para militantes transgêneros.


 

DIÁRIO DO NORDESTE (CE)

MILITANTE


O movimento homossexual brasileiro perdeu, na tarde de ontem, um de seus referenciais. Faleceu em Fortaleza, aos 43 anos, o advogado Jaime César Dutra Sampaio, mais conhecido pelo nome de Janaína Dutra. O corpo foi velado na sede do Grupo de Apoio Asa Branca (Grab) e será sepultado às 14h de hoje em Canindé, sua cidade natal.

Janaína Dutra, que sofria de câncer pulmonar, é o primeiro portador de uma carteira profissional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na qual o titular, um homem, está caracterizado como mulher. Essa condição pioneira fez Janaína ser chamada para ajudar o Ministério da Saúde a elaborar a primeira campanha sobre prevenção da Aids destinada aos travestis.

Recentemente, estava na presidência da Associação das Travestis do Ceará (Atrac) e da Articulação Nacional das Travestis (Antra). Também era assessora jurídica do Grab, entidade que ajudou a fundar em 1989 e foi vice-presidente nos mandatos 1995, 1997, 1999 e 2001.

“Foi uma grande liderança do movimento homossexual no Brasil e que contribuiu para a organização das travestis no Ceará  –  Só nos resta não baixarmos a cabeça e darmos continuidade ao trabalho dela”

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